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Orfeu Mello

3月26日

Após um longo inverno…

Nossa! Muito tempo que não escrevo nada aqui…antes vivia postando texto e poemas, mas como não ando tendo muito tempo, dei uma desencanada. Vamos ver se volto a fazer o que gosto: escrever.

Tenho ideias praticamente todos os dias. Como gosto de escrever sobre o nosso cotidiano. Vejo pessoas e situações no metrô, nos ônibus, na rua ou mesmo quando acontece algo comigo e escrevo sobre o assunto. Não sou escritor, somente escrevo as coisas que penso da forma que acho correta. Acho que é uma forma de eu me expressar e com isso, passar o tempo. Dizem que quem lê muito e de forma correta também escreve bem, acho que por isso que peguei o hábito de escrever: amo ler.

Atualmente estou lendo o volume 2 da série “A Torre Negra” de Stephen King e estou adorando. Adoro ficção e ele é um dos mestre desta arte. É
necessário usar muito a imaginação para visualizar as situações narradas no livro, ainda bem que isto é uma coisa que não me falta: imaginação!

Bom…hoje não vou narrar nenhuma situação, só estou mesmo enrolando…rs.

Já passam da uma da manhã e tenho que dormir. Amanhã acordo “teoricamente” às 6, digo teoricamente, pq tenho um horário mais flexível no meu trabalho, mas não posso abusar. Ai ai…já estou me imaginando amanhã pegando a lotação “lotada” (acho que lotada é pouco, mas tudo bem) e depois metrô rumo à Av. Paulista. Ah, é tão bom e tão caro trabalhar lá…as vezes sinto falta de trabalhar no centro velho de Sampa, mas tenho que apagar esse passado negro da minha vida! huahuahua

Agora vou dormir mesmo. A minha doce amada já está no oitavo sono…rs…

Abraços a todos,

Orfeu

7月31日

Porque sou feliz?

 
Sou feliz simplesmente por existir, viver, respirar; feliz por poder andar com minhas próprias pernas, pular, dançar, correr; feliz por conversar, gritar, sussurrar, assobiar; feliz por ter saúde, paz e liberdade; feliz pelos amigos que conquistei e por aquelas amizades que ainda virão.
 
Sou feliz, muito feliz, mais feliz a cada dia que passa. Feliz por escrever, ler, pintar e bordar; feliz por fazer arte, brincar como criança, rolar na grama e correr pela casa; feliz por fazer guerras de travesseiros, descer correndo a escada, brincar com meu cachorro.
 
Sou feliz por ser assim, simples, humilde e me contentar com pouco. Feliz por ter o que comer, o que beber e por nunca ter passado dificuldades; feliz por ter com quem conversar quando preciso, desabafar, chorar, sorrir; feliz por poder viajar, curtir o vento em meus cabelo, escutar música no ultimo volume e cantar, cantar e cantar.
 
Sou feliz por comer pipoca e assistir filme; feliz por raspar a panela da calda de chocolate e comer queijo com goiabada; feliz por fazer castelinhos na areia e depois xingar a onda que o desmontou; feliz por acordar cedo para trabalhar e perceber que ainda tenho mais cinco minutinhos que irão se tornar meia hora.
 
Sou feliz por tirar foto, fazer pose, bico e chifrinho nos outros; feliz por andar no teleférico e na roda gigante, mesmo morrendo de medo; feliz por brincar no carrinho bate-bate com um monte de pirralhos e chama-los de barbeiros.
 
Sou feliz, sim, muito feliz, mas sou mais feliz depois que você apareceu em minha vida. Muito, muito, muito mais feliz!!!
 
Sou feliz por ter você em minha vida. Feliz por sentir a tua respiração e o teu perfume; feliz por poder te beijar, te abraçar e te morder; feliz por ser criança ao teu lado, brincar, correr, gritar; feliz por sentir saudades, ciúmes, paixão, amor; feliz por lembrar, sorrir e lembrar; feliz por saber que existe e que me faz dormir e acordar com bons pensamentos; feliz por ter o seu sorriso, mesmo tímido, mas sempre um sorriso; feliz por pensar, imaginar, sonhar com você todos os dias e noites.
 
Sou feliz por te ter como namorada. Feliz, muito feliz. Feliz por acordar com você me ligando ou me mandando mensagem; feliz por te ver na web cam, sorrindo, fazendo bico e dando gargalhadas; feliz por perceber o quanto sou especial para você e o quanto gosta de dividir as coisas comigo; feliz por confiar em você e por te respeitar; feliz por haver total reciprocidade em nossa relação e por sermos almas gêmeas; feliz por conseguir tirar um sorriso sempre que fica de bico comigo, mesmo amando o teu bico; feliz por te amar, simples assim, te amar e pronto!
 
E tenho certeza que sereia ainda mais feliz.
7月20日

Difícil querer definir amigo.

Amigo, Um Ensaio
(Marcelo Batalha)

Difícil querer definir amigo. Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
 
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.
 
É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.
 
É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas aguas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.
 
Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.
 
Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos. Amigo é multimídia.
 
Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.
 
Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista. 
7月18日

Quatro anos


Faz quatro anos. Sexta feira dia 13 completou quatro anos que o senhor nos deixou. Às vezes me pego pensando e olho para trás. Parece que foi ontem, pai. Parece que foi ontem que nos despedimos pela última vez no carro, quando foi me deixar no metrô. Parece que foi ontem que disse que me amava, ainda no carro. Foram poucas vezes que disse "eu te amo", por isso eu até estranhei, mas retribui.
 
Naquele fim de semana, fui viajar com uns amigos e lembro-me do último momento que escutei a sua voz no telefone, no sábado à noite, disse que havia ido para o hospital por não ter se sentido bem, mas que não era para eu me preocupar. Parece que foi ontem, aquele domingo de manhã, que a minha irmã me ligou dizendo que o senhor havia sofrido um enfarte. Não queria acreditar, não podia acreditar. Amigos me consolaram, tentaram me acalmar. Disseram que isso era normal acontecer para alguém da idade de meu pai.
 
Quando cheguei a São Paulo, domingo à tarde, encontrei minha família, amigos, desesperados. Como não podia ser diferente, desesperado fiquei. Todos ansiosos, rezando por uma melhora, mas esperando o pior. O telefone tocou. Alguém nos chamando para ir até o hospital. Não queríamos acreditar que pudesse ter acontecido algo com o senhor e tentamos imaginar que estaria reagindo. Infelizmente não, pai. Quando o médico deu a notícia, eu explodi. Sim, explodi. Gritava, chorava. Um misto de raiva e medo que tomou conta do meu coração. Algo frio e triste que eu nunca havia sentido antes. Parecia que eu iria ter um treco. Meu coração batia acelerado, tamanha a emoção, tristeza, desilusão.
 
Não consegui dormir à noite. Liguei para meus amigos que me deram palavras de consolo, sem ter muito que falar, sem saber como me animar.
 
Noutro dia, velório, enterro e lágrimas, gritos e desepero. Muitas pessoas foram te ver uma última vez, pois o senhor era querido por todos. Com o seu jeito bonachão fazia amigos em cada lugar que passava, sempre de forma espontânea e sem qualquer interesse. Quando eu te vi no caixão, pai, eu quase desabei. Fiquei tonto e segurei em minha mãe. Nunca me imaginei passando por isso, ainda mais perdendo o senhor. Pétalas de rosas vermelhas cobriam o teu corpo frio, vestido o com terno preto, camisa branca e gravata vermelha. 
 
Lembro como se fosse ontem o momento que tivemos que levar o caixão e ainda hoje me arrepio só de pensar. Minha mãe perguntou-me se estava em condições, pois ficou preocupado com o meu estado. Respondi que sim, estava bem e que queria ficar ao lado do meu pai até o último momento e assim o fiz.
 
Pai, já se passaram quatro longos, a dor somente amenizou, mas ainda sinto muito a sua falta. Saudade, sempre, tristeza, às vezes. Sempre penso no senhor. Não penso nas brigas, somente nas coisas boas, alegrias. Fico lembrando das viagens que fizemos, dos momentos que ficávamos assistindo TV ou mesmo quando íamos ao mercado. Quando subo a escada me pego olhando para o primeiro degrau, local onde deixava a sua bota ao chegar do trabalho. Lembro de ir com o senhor na feira, no mercado, de como assobiava quando eu parecia perdido. No meu quarto, lembro do senhor apagando a luz para me provocar e eu, bobo, fica bravo contigo. E quando, já deitado em sua cama, me pedia para lhe fazer massagem. Quantas vezes fiquei de cara feia ou demorava e quando ia ao seu quarto, já te encontrava dormindo.
 
Eu me arrependo de muitas coisas, pai. Me arrependo de não ter te obedecido em muitas vezes ou mesmo por te deixar triste por besteira. Se pudesse voltar no tempo eu iria corrigir tudo que fiz de errado para o senhor, mesmo sabendo que sempre amei muito o senhor e que esse sentimento foi recíproco, ou melhor, é recíproco.
 
Sabe, pai, eu escrevo e choro. As vezes bate uma tristeza, um aperto no coração, um dor, uma saudade louca de te abraçar novamente. Queria muito que o senhor estivesse aqui e pudesse ver o quanto estou feliz. Imagino que com o senhor aqui, a minha mãe estivesse mais tranquila, pois eu a sinto muito nervosa com as contas que não param de chegar. Daria tudo para poder conhecer a minha namorada, Carla, a pessoa que me faz mais feliz a cada dia e com quem eu sonho te dar netinhos. Queria que ainda estivesse ao meu lado, me aconselhando e me orientando como sempre fez. Queria muito que ainda estivesse conosco fazendo as suas brincadeiras e nos insultando, teimoso e orgulhoso inveterado.
 
Sinto muito a sua falta. Eu o amo muito e nunca deixarei de amá-lo. Passaram-se quatro anos, mas o senhor permanecerá em meu coração durante toda a minha vida.
 
Eu te amo, pai! Te amo muito! Obrigado por ter permanecido em minha vida e ter me feito feliz!
6月20日

A vida

 
Hoje eu estava voltando para casa. No metrô. Tenho o costume de ficar olhando as pessoas ao meu redor. Incrível, mas tente ficar ao menos 30 num metrô cheio, além do calor humano poderá ver gente de todos os tipos. Desde aquele que senta no banco de idosos e finge dormir, só para não dar o lugar até aquela molecada que fica farreando no vagão, pensando que ali é casa deles.
 
Você vê pessoas dormindo em pé após terem um longo e cansativo dia no trabalho; aqueles roqueiros cabeludos escutando música no último volume, tão alto que até você se sente surdo; homens de terno preto, segurando uma mala preta e lendo “Noções Gerais do Direito Civil”; o senhor, já velhinho, segurando a bengala e olhando para os lados; a mulher fazendo palavras cruzadas; pessoas reclamando do serviço e falando mal do chefe, enfim, vê todos os tipos de pessoas, mas duas pessoas me chamaram atenção: um casal de adolescentes.
 
Sim. Adolescentes. Aproximadamente 15 ou 16 anos. Estavam em pé no metrô lotado. Ela, alguns centímetros mais baixa que ele. Pareciam voltar do colégio, mochila nas costas e fichários nas mãos. Conversavam até com certa empolgação, riam e entre uma palavra e outra sempre acontecia um carinho, um beijo, um afago. Ela deitava a cabeça no peito dele. Parece que, de alguma forma, sentia-se protegida.
 
Engraçado, mas olha como é a vida. Olhando esse casal de adolescente me peguei a pensar eu uma coisa. Quando somos crianças ou mesmo adolescentes, queremos logo envelhecer, ter a nossa independência, poder ir para as baladas com os amigos, dirigir, viajar com a namorada, mas é só irmos envelhecendo para percebermos o quanto a nossa vida era boa e não dávamos valor. Agora temos que ir para a faculdade, trabalhar, temos diversas responsabilidades e dívidas, ah, muitas dívidas.
 
A idade traz perdas e ganhos, porém não podemos escolher entre envelhecer ou não. Acho que se pudéssemos, muitos de nós escolheríamos viver sempre na Terra do Nunca para nunca crescer, não ter preocupações e nem dores de cabeça. Ficar a vida inteira brincando e voando. Seria perfeito. Infelizmente para uns e felizmente para outros a vida não é assim. Nada é tão fácil.
 
Mas imagine só se pudéssemos voltar um pouco no tempo. E pudéssemos viver novamente como adolescentes, como o casal do metrô. Se houvesse uma fada da juventude e pudesse nos dar um presente desses, será que íamos querer? Uma vida sem responsabilidades. Na maioria das vezes da escola da pra casa, somente preocupações com as provas, shoppings, cinema. Parece tentador, não é mesmo?
 
Entretanto há um porém. Esse “presentinho” não englobava no pacote que seríamos adolescentes para sempre. Sabe o que isso significa? Envelhecer, isso mesmo. Será que íamos querer passar por tudo de novo? Dos 15 aos 25? Poderíamos fazer novas escolhas, mas será que íamos realmente querer? Hum...difícil saber, não é mesmo?
 
Por isso, por saber que não podemos voltar no passado e viver tudo novamente, que não podemos arrumar o que erramos e nem trocar as escolhas, por tudo isso temos que viver cada dia de uma vez, sem atropelas sentimentos e responsabilidades. Viver intensamente. Viver como se fosse o último dia, como amor, calor, fervor. Preocupar-se com o futuro? Lógico, mas nunca devemos deixar que essa preocupação tome conta de nossas vidas.
 
Lembrar do passado, dos bons momentos; viver o presente intensamente e idealizar o futuro, porém sempre com os pés nos chão e buscando a felicidade.
6月14日

Casal de velhinhos

Hoje, no metrô, voltando para minha casa depois de um longo dia no trabalho, me deparei com uma cena que me fez parar e refletir: um casal de velhinhos sentados naquele banco cinza abraçadinhos e felizes.
 
Para a maioria das pessoas esses velhinhos (os trato assim num sentido carinhoso, porque eu acho idoso uma palavra muito feia) podem parecer somente mais um casal que esta a beira da morte, que vive somente com a ajuda de familiares, pois teoricamente não tem mais condições e forças de viverem sozinhos. Na maioria das vezes são renegados pela própria família que os taxam de incapazes e os internam em clínicas para idosos.
 
Ainda bem que não faço parte da maioria. Olhava aqueles velhinhos sentados à minha frente e ficava pensando. O senhor fazia carícias na senhora e falava baixinho no ouvido dela. Ela, por sua vez, dava um sorrisinho maroto e apertava a mão de seu companheiro, fazendo cócegas nele, que também retribuía com sorrisos. Qual a idade deles?? Talvez 85 ou noventa anos, não sei ao certo. Só sei que fiquei encantado com a cena, olhando, encantado.
 
Antigamente os casamentos duravam muito e, em sua maior parte, existia amor. Quantas vezes você escutou histórias de seu bisavós, avós ou mesmo de seus pais dizendo que sempre alguém da família fugiu para casar? Bom...a minha mãe fugiu para casar e eu achei o máximo quando fiquei sabendo. Antes era assim, as pessoas mais corajosas, que lutavam realmente por seu amor, não se deixavam influenciar pelas decisões de seus pais e fugiam. Fugiam para encontrar a felicidade, mesmo que fosse numa casinha de sapê. Naquela época existia romantismo.
 
Nos dias atuais as pessoas não se casam simplesmente por amar e sonhar em construir uma vida juntos. Todos querem muitas facilidades, encontrar o homem/mulher perfeito (a), que seja rico (a) e que possa ser capaz de dar todo o conforto e qualidade de vida que a família merece. Normalmente não há amor, há conveniência, há comodismo, há interesse, mas amor?? Parece que essa palavra fugiu do nosso vocabulário, passando a ser apenas mais uma utopia, algo que as pessoas desconfiam, algo não se sabe ao certo se existe ou não.  Romantismo? Trata-se de uma palavra morta em nossa sociedade burguesa e capitalista.
 
Quando encontramos alguém que nos trata com carinho e atenção, que nos escreve coisas bonitas e nos fala ao pé docemente ao pé do ouvido, gostamos muito, mas ficamos assustados por não estarmos acostumados a conviver com pessoas assim e acabamos por espantá-lo, instintivamente.
 
Diga-me com sinceridade: o que adianta casar ou mesmo namorar alguém que não ama? Alguém que lhe faz infeliz, mas que lhe presenteia sempre coisas caras? Alguém que é uma ótima pessoa, mas que não fez seu coração bater mais forte? Alguém que lhe maltrata e lhe bate, após beber todas no bar? Creio que tudo tem limite e tenho certeza que, agindo assim, você somente estará mentindo para você mesmo, e digo mais, esta é a pior das mentiras.
 
Acredito muito em “um amor para a vida inteira”. Meus pais ficaram casados quase 30 anos e somente não mais estão juntos em virtude de uma infelicidade do destino. Eles tinham suas brigas, lógico que tinham, mas eram felizes. Claro que depois de 30 anos não se vê mais aquele fogo nos olhos, paixão, porém, creio que se possa ver algo mais importante: um amor verdadeiro.
 
É uma utopia? Pode ser, mas ninguém acreditava na façanha do homem pisar na lua, que pudesse ser possível clonar animais ou mesmo que a Terra era redonda, até que alguém mostrou que era possível. O amor existe, basta você acreditar nele e nunca desistir. Às vezes coisas ruins acontecem em nossas vidas e nos desanimam. Às vezes damos a vida a quem pensamos merecer, mas no final percebemos que tudo foi em vão e que era a pessoa errada. Tudo isso acontece não para fazê-lo desistir do amor, mas para que possa ter certeza que ainda não o encontrou.
 
Sabe, ao olhar aquele casal de velhinhos, por apenas um momento, o meu mundo parou. Eu passei a me imaginar ali, naquele banco, daqui a uns 50 anos com minha amada ao lado. Vejo alguém dizendo que somos dois velhinhos amorosos, fazendo carícias e juras de amor eterno. O amor verdadeiro. Aquele que não vê barreiras, não faz distinção entre classe social, cor ou religião, aquele que não se deixa vencer por nada e por ninguém.
 
Sinceramente? Não sei se isso irá acontecer, afinal não tenho uma bola de cristal, mas nada custa sonhar. E eu irei sonhar até que meus olhos nunca mais se abram para contemplar a luz do sol e que meu coração não mais bater.
6月2日

Loucuras

 
     Loucuras. Quem nunca fez uma loucura que atire a primeira pedra. Primeiro, é bom que eu esclareça uma coisa: isso tudo é relativo, pois o que pode ser uma loucura pra mim, pode não ser para você.
 
    Não existe no mundo alguém que não tenha cometido algum tipo de loucura, qualquer que seja ela. Não existe ninguém tão certinho e polido que não tenha feito uma doidera. Sempre se comete uma loucura aqui ou ali. Ta...tudo bem, sempre tem aquele cara chato da primeira fileira da nossa classe que a maior loucura que ele fez foi ter estudado pouco para a prova e, por isso, não tirou 10.
 
    Brincadeiras à parte, sempre existe aquele cara que dirigiu a mais de 160Km por hora com os vidros abertos e cantando ao som de ACDC; que fez uma aposta com a galera e acabar por andar pelado numa praia lotada de banhistas; que correu de alguém por ter feito algo proibido; que bebeu demais, tirou a roupa e dançou macarena em cima da mesa, enquanto era fotografado; que acordou as 3 da manhã e começou a fazer “aquela” faxina na casa.
 
    Existem ainda aquelas pessoas que ficam horas a fio no telefone, só falando besteiras e depois escutam que a conta veio alta; que vão a raves e dançam mais de 15hs sem parar e depois chegam em casa e dormem quase um dia inteiro; que passam aquele sábado maravilhoso em frente a teve assistindo toda os filmes de Star Wars/Guerra nas Estrelas, ao invés de ir aproveitar o dia lindo.
 
    E aqueles doidos que viajam quase 20 horas para conhecer uma pessoa, que nunca viram e nem sabem se realmente irão gostar; que ficam horas conversando com essa pessoa só pelo prazer de escutar a tua voz ou que a abraçam, só para sentir um pouco do calor do corpo.
 
    Agora, realmente louca é aquela pessoa que, depois de pensar cinco minutos, vai até a rodoviária, compra uma passagem e encara as mesmas 20 somente para ver feliz a pessoa com quem quer viver o resto de tua vida. Faz isso por saber que a tua presença é importante na vida desta pessoa e que a fará realmente feliz. E, olha, o mais legal é que faz isso de surpresa, ou seja, enquanto viaja, a pessoa amada dorme tranqüila, pensando que o dia seguinte será como qualquer outro. Stress, problemas, mais stress e mais problemas, até chegar em casa e ver-se sozinha novamente.
 
    Você pode se imaginar no lugar desta pessoa? Aliás, no lugar das duas pessoas. A que comete a loucura de viajar, com a cara e a coragem, mesmo sabendo que a tua situação financeira não é das mais estáveis, mas o que importa é fazer alguém feliz; e aquela para quem a loucura é cometida, que não imagina encontrar com pessoa amada tão cedo, mas chega a quase chorar de felicidade ao ver a pessoa amada chegar ao teu trabalho de forma inesperada.
 
    Muitos pensariam que realmente é loucura. Viajar quase 20 horas para somente passar uma noite. Mas olha, não é bem assim. Serão poucas horas, com certeza, mas serão horas que irá passar com a pessoa amada.
 
    Podem imaginar a felicidade das duas pessoas? Imaginar o quanto serão felizes apenas ficando poucas horas juntos? Sei...eu sei que é difícil imaginar isso, mas aí que está o xis da questão: você tem que pensar com o coração e não com a razão, pois quem comete alguma loucura, dificilmente age racionalmente.
 
    Amor, por você eu faria isso mil vezes.
 
由